Punção articular

Procedimentos

Punção articular

A punção articular é um procedimento realizado pelo médico que atua na área do sistema musculoesquelético. É um procedimento simples, realizado em âmbito ambulatorial, para retirada de líquido sinovial de articulações.

A técnica de realização consiste em colocação do paciente em posição confortável com exposição da superfície articular, seguida de medidas de antissepsia (limpeza) e delicada anestesia local com agulha estéril de fino calibre (25 x 0,7 mm) chegando ao espaço intrarticular. Sem retirar a agulha do local, o médico faz a aspiração do líquido sinovial e envia o material para análise.

O paciente é liberado logo em seguida, sendo recomendado repouso articular relativo após o procedimento. Utilizada em casos de monoartrite aguda ou crônica com presença de líquido dentro da articulação. O objetivo é promover alívio da dor do paciente através do esvaziamento local e enviar líquido sinovial para análise diagnóstica.

O diferencial do nosso serviço é técnica minimamente invasiva com agulha de fino calibre e a possibilidade dessa análise imediata na própria clínica.

Infiltrações articulares

Procedimentos

Infiltrações articulares

As infiltrações em reumatologia são procedimentos realizados pelo médico com aplicação de substâncias terapêuticas, tais como corticóide e ácido hialurônico, dentro da articulação (intrarticulares) ou em estruturas ao redor da mesma (periarticulares).

As infiltrações intrarticulares são utilizadas para o tratamento de casos de artrites, sinovites, derrames articulares e dor articular inflamatória refratária, em que se utiliza o corticóide específico para uso intrarticular (hexacetonide de triancinolona).

O objetivo é conter a inflamação e fazer uma sinovectomia medicamentosa, com ablação da sinóvia hipertrofiada. Também é usada em casos de osteoartrite, para viscossuplementação, com uso do ácido hialurônico intrarticular.

Podem ser realizadas em articulações periféricas (como ombros, joelhos, punhos, tornozelos, entre outras) ou axiais (sacroilíacas, interapofisárias de coluna). Quando realizadas em articulações periféricas é uma intervenção de caráter ambulatorial em que o paciente é liberado logo após o procedimento, podendo ser realizadas às cegas (não guiadas) ou guiadas por método de imagem como a ultrassonografia.

Nas infiltrações axiais é necessário o auxílio de radioscopia para guiar o acesso, pois tratam-se de articulações mais profundas ou de difícil trajeto. As infiltrações periarticulares são utilizadas, em geral, para o tratamento de tendinites, bursites, cistos periarticulares e entesites.

Nesses procedimentos, a estrutura a ser atingida não é a cavidade articular, e sim estruturas em volta da articulação, como bolsas, bainhas tendíneas, enteses, fáscias, e estruturas perinervosas. É utilizado corticóide não atrofiante como dexametasona, betametasona ou acetato de metilprednisolona.

A técnica de realização de infiltração é semelhante à punção articular: após adequada limpeza/ antissepsia da pele e anestesia local com agulha estéril, faz-se a introdução da substância terapêutica pela mesma agulha da anestesia.

O método é pouco doloroso, pois consiste de punção única sob ação anestésica. O paciente deve permanecer em repouso por 24 a 48 horas para postergar ao máximo a difusão do fármaco injetado e potencializar a eficácia do procedimento.

Algumas estruturas e articulações periféricas possuem a recomendação de abordagem guiada por imagem, habitualmente por ultrassonografia, como a articulação glenoumeral (ombro), coxofemoral (quadril), algumas articulações do pé (talocalcânea e do médio-pé), neuroma de Morton, Cisto de Baker e bursites e tendinites que não responderam às infiltrações não guiadas.

Esse procedimento requer treinamento específico e capacitação para o manuseio do ultrassom. Todos os reumatologistas da REUMA possuem experiência com a técnica em articulações periféricas às cegas.

Contamos com dois reumatologistas treinados em São Paulo para realizar infiltrações guiadas por ultrassonografia.

Fluxo Salivar

Procedimentos

Fluxo Salivar

O teste de fluxo salivar é um procedimento ambulatorial utilizado para confirmação quantitativa da xerostomia (boca seca) e para auxiliar no diagnóstico de Síndrome de Sjogren.

É um exame rápido e não invasivo que mede a produção da secreção salivar produzida pelo indivíduo durante 15 minutos, sob condições basais ou não estimulado. Para realizar o teste, o indivíduo não deve estar em jejum mas deve ingerir alimentos ou líquidos antes de sair de casa, idealmente até 2 horas antes do procedimento.

Algumas recomendações devem ser seguidas antes do procedimento, como evitar o uso de café preto, chá, refrigerante, chicletes, balas, alimento muito salgado, spray de saliva artificial ou bebida alcoólica e cigarro no dia do exame. O paciente pode fazer uso de suas medicações de uso habitual sem precisar interrompê-las.

O exame consiste na colocação da secreção salivar pelo indivíduo examinado em um recipiente, sem degluti-la, durante 15 minutos. O paciente deve evitar em falar ou mastigar durante o exame. A seguir, o examinador faz a pesagem da saliva coletada com auxílio de uma balança de precisão e após, desconta-se o peso do recipiente. A realização do exame requer um ambiente silencioso e confortável.

A REUMA é a única clinica no Espírito Santo que oferece esse exame, útil para definição da xerostomia e no seguimento para avaliação de resposta terapêutica de pacientes com Síndrome de Sjogren.

FLUXO SALIVAR
não estimulado
Hipossalivação na Síndrome
de Sjogren
Fluxo baixo Fluxo normal
Saliva
em repouso
< 0,1 ml/min 0,1 – 0,25 > 0,25

Capilaroscopia

Procedimentos

Capilaroscopia

A capilaroscopia periungueal é um método seguro e não invasivo indicado para investigação do Fenômeno de Raynaud, hipertensão arterial pulmonar idiopática, miopatias inflamatórias (dermatomiosite e polimiosite) e  em outras doenças autoimunes, como Lúpus Eritematoso Sistêmico e doença mista do tecido conjuntivo.

Através de um microscópio específico,  o objetivo do exame é visualizar os pequenos vasos (chamados capilares) presentes nas cutículas. A quantidade, o formato e as alterações presentes nos capilares são capazes de direcionar o diagnóstico, prognóstico e tratamento nos pacientes examinados.

A principal indicação é a investigação do fenômeno de Raynaud, que é uma alteração do fluxo sanguíneo das extremidades (mãos e pés) que pode estar presente em indivíduos saudáveis ou estar relacionada às doenças autoimunes, especialmente a esclerose sistêmica e doença mista do tecido conjuntivo. A capilaroscopia é uma informação valiosa nesse caso, já que ajuda o médico a diferenciar se o fenômeno de Raynaud está associado ou não a achados sugestivos de doenças autoimunes e é um dos exames que mais precocemente se altera nessas doenças, permitindo ao médico planejar melhor o tratamento e acompanhamento dos pacientes.

Pelas diretrizes da Sociedade Brasileira de Reumatologia, todo paciente com fenômeno de Raynaud deve fazer a capilaroscopia.

A Reuma é a única clínica que dispõe deste exame no estado do Espírito Santo, e o exame é feito pelos reumatologistas Dr. José Eduardo Miguel Assad e Dra. Valeria Valim.

Biopsia de glândula salivar menor

Procedimentos

Biopsia de glândula salivar menor

Este procedimento é realizado por médico ou dentista, em caráter ambulatorial, com o objetivo de enviar amostras de glândulas salivares menores localizadas na parte interna do lábio inferior para análise histopatológica. É muito utilizada para diagnóstico da Síndrome de Sjogren, principalmente em pacientes que possuem anticorpos específicos negativos.

Quando comparada a outras glândulas salivares, a biópsia de glândula salivar menor é mais acessível, permitindo técnica menos invasiva, com adequada coleta de material e possibilita medir o grau de lesão tecidual.

A técnica consiste na palpação das glândulas na parte interna do lábio inferior, seguida de anestesia por bloqueio mentoniano. É feita uma pequena incisão de 0,5 a 1 cm com retirada de 4 a 6 glândulas salivares menores, sem retirada de mucosa labial, seguida de sutura simples. O material é fixado no formol e enviado para análise histopatológica. Essa técnica produz mínimo sangramento e, quando realizada por profissionais treinados, raramente produz complicações.

Nossa clínica possui dois especialistas em Síndrome de Sjogren habilitados para realização dessa biópsia, através dessa técnica pouco invasiva, ambos pertencentes à Comissão de Síndrome de Sjogren da Sociedade Brasileira de Reumatologia.

Análise do Líquido Sinovial

Procedimentos

Análise do Líquido Sinovial

O líquido sinovial é o líquido intrarticular, está presente na maioria das articulações periféricas e sua análise pode fornecer dados preciosos para a compreensão das artrites.

Principalmente no grupo de artrites microcristalinas (doenças articulares por depósitos de cristais – a gota é a doença mais conhecida desse grupo) a análise do líquido sinovial é considerada o melhor método diagnóstico. Podemos identificar os cristais na análise microscópica sob luz polarizada e assim confirmar definitivamente o diagnóstico de artrite por depósito de cristais, e qual tipo de cristal está presente.

O líquido sinovial é o líquido intrarticular, está presente na maioria das articulações periféricas e sua análise pode fornecer dados preciosos para a compreensão das artrites.

Agulhamento seco

Procedimentos

Agulhamento seco

O agulhamento seco é uma técnica onde agulhas finíssimas são usadas para tratamento de tendinites crônicas, contraturas musculares e dores miofasciais. Também é muito usado na medicina esportiva.

Muitas vezes o agulhamento seco é confundido com a acupuntura, no entanto o uso das agulhas é a única semelhança entre esses dois procedimentos. No agulhamento seco as agulhas são inseridas em pontos específicos de inflamação e contratura muscular, e não nos pontos da medicina chinesa. O resultado é rápido, o risco de complicações é baixíssimo e o procedimento pode ser feito no consultório médico.

O agulhamento seco é uma técnica onde agulhas finíssimas são usadas para tratamento de tendinites crônicas, contraturas musculares e dores miofasciais. Também é muito usado na medicina esportiva.

Muitas vezes o agulhamento seco é confundido com a acupuntura, no entanto o uso das agulhas é a única semelhança entre esses dois procedimentos. No agulhamento seco as agulhas são inseridas em pontos específicos de inflamação e contratura muscular, e não nos pontos da medicina chinesa.

O resultado é rápido, o risco de complicações é baixíssimo e o procedimento pode ser feito no consultório médico.

Palmilhas e Baropodometria

Procedimentos

Palmilhas e baropodometria

A baropodometria é um método que permite analisar a distribuição do peso do corpo sobre o pé no momento da pisada.

A baropodometria é um método que permite analisar a distribuição do peso do corpo sobre o pé no momento da pisada. É indicada para pacientes que apresentam deformidades no pé (por exemplo, a queda do arco plantar ou “pé chato”) e também para atletas ou indivíduos saudáveis como prevenção de lesões osteoarticulares do pé por alterações da pisada, que muitas vezes não são perceptíveis sem o exame.

Caso seja detectada alguma alteração, confeccionamos a palmilha ou órtese de acordo com o resultado do exame, se necessário já adequando ao calçado do paciente.

Ultrassonografia Articular

Procedimentos

Ultrassonografia Articular

A ultrassonografia articular é um exame sensível e indolor, capaz de diagnosticar lesões nos tendões, ligamentos e articulações. Na reumatologia, é muito usado para verificar a existência de atividade de doença na artrite reumatóide, em especial.

Também usado para artrite psoriásica, polimialgia reumática, artrites microcristalinas e para guiar infiltrações e punções articulares.

A REUMA é a única clínica da cidade onde o reumatologista é quem faz a ultrassonografia com power doppler, de acordo com os protocolos específicos para cada doença.

A ultrassonografia articular é um exame sensível e indolor, capaz de diagnosticar lesões nos tendões, ligamentos e articulações.
Na reumatologia, é muito usado para verificar a existência de atividade de doença na artrite reumatóide, em especial. Quando utilizado com o recurso que chamamos “power doppler”, a ultrassonografia se torna um aliado para definir se existe ou não inflamação nas articulações, mesmo que seja normal o exame físico do paciente.